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Nota de apoio à luta das metroviárias e metroviários!

 

Nós, estudantes de Geografia na Universidade de São Paulo, por meio desta nota, afirmamos nosso apoio incondicional à greve das metroviárias e metroviários de São Paulo, que para nós, é um exemplo a ser seguido.

Entendemos, antes de tudo, que protestar não é crime! Que lutar por condições dignas de trabalho e, com isso, lutar por condições melhores no próprio transporte público não é crime, mas um direito! A greve é historicamente um instrumento legítimo das trabalhadoras e trabalhadores do mundo todo, que mostra aos patrões, à elite e ao Estado que sem trabalhadores e trabalhadoras, suas ordens não são nada! A greve do metrô escancara para quem quiser ver: o povo organizado tem poder!

Assim, reiterando a legitimidade do fazer greve, repudiamos, do começo ao fim, a ação repressiva, violenta e criminosa da polícia, que desde o início da greve vem tentando coibir a luta das metroviárias e metroviários, com coerção (obrigando muitos grevistas à trabalharem, por exemplo) balas de borracha, cassetetes, bombas e, como vimos hoje, por meio da tortura.

Manifestamos aqui todo nosso apoio ao companheiro Murilo, estudante de direito da PUC, que foi preso, humilhado e torturado pela polícia neste dia 9 de junho, somente por estar em uma manifestação de apoio aos trabalhadores e trabalhadoras em greve.

Repudiamos a polícia, a direção do metrô e o governo do Estado de São Paulo! Repudiamos as demissões dos 61 trabalhadores e trabalhadoras do metrô, afirmando que estaremos desde já e até o fim ao lado das metroviárias e metroviários na luta pelos seus direitos!

Todo apoio a luta e aos métodos das metroviárias e metroviários!

LUTAR NÃO É CRIME!

Por uma vida sem catracas, polícias e patrões!

Notícia sobre o caso do Murilo:

http://www.carosamigos.com.br/index.php/cotidiano-2/4182-estudante-de-direito-e-detido-e-violentado-por-pm-em-protesto

Notícias e vídeo sobre a ação criminosa da polícia:

http://www.youtube.com/watch?v=UXDgcD0_0rg

http://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2014/06/09/em-5-dia-de-greve-do-metro-sp-tem-confronto-demissoes-e-transito-intenso.htm#fotoNav=112

ME GUSTAN LOS ESTUDIANTES (Por professor Tonico)

Resposta do professor Antonio Carlos R. de Morais (o Tonico) sobre aquele triste manifesto de parte dos professores da FFLCH.

ME GUSTAN LOS ESTUDIANTES

ANTONIO CARLOS ROBERT MORAES
Professor Titular do Departamento de Geografia – FFLCH/ USP

Me gustan los estudiantes quando a contenção das contratações começa a tornar inviável cumprir as grades curriculares e mesmo assim o corpo docente continua dando aulas para classes cada vez maiores, porém, hipnotizados pelo culto da ordem, não se rebela contra a situação;

Me gustan los estudiantes quando o governador fazendo uso de uma discutível prerrogativa legal, não utilizada na USP há mais de três décadas, desde o governo democrático de Franco Montoro (nunca utilizada na UNICAMP, e causadora da maior crise institucional vivida pela UNESP), não escolhe o primeiro indicado de uma também discutível lista de reitores, e o corpo docente da universidade não se revolta e parte dele ainda busca justificativas para a arbitrária e inaceitável atitude;

Me gustan los estudiantes quando este mesmo governador, no início de seu mandato, tenta se apossar dos fundos específicos da USP no Tesouro Estadual e o corpo docente se comporta como se não se tratasse de uma medida administrativa altamente lesiva para a instituição e um pequeno grupo de docentes, elevados ao staff governamental, são os artífices de tal medida;

Me gustan de los estudiantes quando o reitor ilegítimo, passando por cima dos documentos e normas que regem o funcionamento da USP, cria uma profusão de cargos diretivos não previstos no Estatuto e Regimento, criando um desenho administrativo altamente personalista e o corpo docente não se rebela;

Me gustan los estudiantes quando um reitor e seus “assessores”, destituídos de legitimidade, fazem uso dos recursos financeiros da USP de forma pouco transparente, notadamente em operações imobiliárias, e o corpo docente não se manifesta;

Me gustan los estudiantes quando uma política clientelista e de nepotismo domina a vida universitária, criando redes hierarquizadas de poder estranhas aos órgãos regimentais e o corpo docente não protesta ao ver sua vida comandada por um conjunto de colegas que fizeram do “envolvimento institucional” sua atividade principal na universidade.
Os colegas que legitimamente protestaram pelo direito de dar suas aulas poderiam ter pensado na violência burocrática a que fomos submetidos na última gestão. Violência esta que se manifesta, por exemplo, em uma pletora de reuniões, cuja frequência torna inviável o ensino e a pesquisa. Eu, e outros, não íamos a tais reuniões, por razões óbvias; mas alguém ia e votava “legitimamente” pelos “ausentes”. Vai alguma crítica a tal tipo de prática que, na verdade, somada a relatórios infindáveis, dificulta muito mais a docência do que as cadeiras empilhadas nos corredores, e que, vale dizer, pude afastar sem que tenha sido impedido por qualquer atitude violenta.

Me gustan los estudiantes quando um imobilismo político domina o corpo docente, parte cooptado por pequenos afagos, parte tornado zumbi pela ideia fixa do currículo Lattes, parte ainda empenhado na luta para subir nessa estrutura de poder montada na USP e, finalmente, parte ganhando dinheiro nas fundações, algumas inclusive vinculadas à FFLCH ou a seus professores. Diálogo já.
Triste este momento de tantas injustiças e tão pouca revolta, quando os docentes parecem só conseguir clamar pela ordem, para ministrarem suas tão importantes aulas. Nem uma reflexão sobre o autoritarismo, e a imensa burocratização de nossas vidas. Nem uma palavra sobre a insana quantidade de reuniões para que somos convocados, e que compromete boa parte do nosso dia. Nem uma reflexão sobre o fato de que os PMs de São Paulo, cujos salários são mais baixos do que os de seus colegas do Goiás, Tocantins e Sergipe, talvez não queiram invadir a USP.

Buscar o diálogo com os alunos me parece a única coisa razoável a ser feita. Diálogo já dos professores entre si. Dos funcionários. De alunos com professores. De professores com funcionários. De todos com os candidatos. E que as chapas que conseguirem melhores canais sejam elogiadas nos debates.

Carta do Comando de Greve Unificado da História e Geografia

Carta lida durante a plenária departamental da FFLCH de 29out13

Carta dos estudantes em pdf

Caros professores, alunos e funcionários,

 Tendo em vista a carta aberta assinada por mais de cem docentes da FFLCH, entendemos que se abre um novo espaço para o debate. Deste modo, reiteramos que os estudantes estiveram e ainda estão dispostos ao diálogo, que não foi quebrado ou impedido pelos piquetes.Haja vista as sucessivas recusas da reitoria e do Conselho Universitário em receber nossas propostas e as ressalvas em negociar com os estudantes, mesmo após a determinação da Justiça. Transcrevemos a seguir algumas considerações.

O ponto de maior alarme dos professores em relação às recentes manifestações aparece como os piquetes e os cadeiraços. Nos ater aos efeitos e tratá-los como causa nos impede, porém, de acessar a verdadeira raiz do problema. Os piquetes são apenas a manifestação material do que acontece em nossas salas de aula. O debate político, via de regra, é deixado em segundo plano, e nossas atenções se voltam ao conteúdo das aulas, às provas, trabalhos, seminários, etc. Ainda que alguns professores se esforcem para manter o debate e o diálogo, muitas vezes isso não é possível; não apenas por uma escolha política ou ideológica, mas também devido à própria estrutura universitária tal como está. Com as salas de aula lotadas, fica difícil se criar um laço entre alunos e professores tal como aquele que é recordado pelos membros mais antigos da casa, que tiveram o privilégio de poder ter os professores não apenas como transmissores de conhecimento, mas como verdadeiros colegas de área. O conhecimento já foi a ponte que unia os dois pólos – alunos e professores – e não a barreira entre eles. Porém, quando limitamos o conhecimento à sala de aula, acabamos reduzindo a universidade a trabalho e estudo, conforme apontado pela carta dos docentes. Esquecemo-nos, assim, do real propósito da universidade, bem como da formação como algo além do mero acúmulo de conteúdo. Segundo o MEC, “As universidades se caracterizam pela indissociabilidade das atividades de ensino, de pesquisa e de extensão. São instituições pluridisciplinares de formação dos quadros profissionais de nível superior, de pesquisa, de extensão e de domínio e cultivo do saber humano (…)”.

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Manifesto em Apoio à Luta Estudantil

MANIFESTAÇÃO

Não nos enganemos. Vivemos um momento excepcional na FFLCH, relacionado ao movimento mais amplo de reivindicação de democracia e eleições diretas para reitor, na USP; de contestação do autoritarismo dos governos da cidade e do estado de São Paulo; de crítica às políticas de fundo neoliberal sempre em curso no Brasil. É um momento de crise econômica e política grave, que não permite tergiversações e conciliações aparentes, ao mesmo tempo em que abre a possibilidade de realizar as mudanças necessárias e há muito desejadas no quadro institucional existente. Diante desta grande oportunidade, impõe-se uma ação clara e decidida por parte dos que querem de fato superar o estado de coisas que a crise tornou inviável. Os que somos favoráveis a tais mudanças, temos de apoiar todo esse movimento, certos de que eventuais excessos serão corrigidos no seu próprio curso. O que não se pode é desviar a atenção por considerações externas que o paralisem ou retardem, nem por julgamentos de tipo moralizante que acabam servindo aos interesses políticos conservadores. No âmbito da FFLCH, o movimento começou com a greve dos estudantes, mas deve alcançar todas as categorias, interessadas do mesmo modo na ampliação do espaço de discussão e de decisão. Para isso, declaramos apoio irrestrito ao corpo discente mobilizado, deixando de lado diferenças, nesse momento secundárias.

Assinam:

Jorge Grespan – Departamento de História – USP

Heloísa Fernandes – Departamento de Sociologia-USP

Leila Hernández – Departamento de História -USP

Paulo Arantes – Departamento de Filosofia – USP

Otília Fiori Arantes – Departamento de Filosofia -USP

Ricardo Musse – Departamento de Sociologia -USP

Ruy Braga – Departamento de Sociologia – USP

Fabio Konder Comparato – Faculdade de Direito -USP

Henrique Carneiro- Departamento de História -USP

Marlene Petros – funcionária da FFLCH – USP

Renan Quinalha – aluno de pós – Faculdade de Direito – USP

Maria Silvia Betti – Departamento de Letras Modernas – USP

Francisco Alambert – Departamento de História -USP

Cilaine Alves Cunha – Departamento de Letras Clássicas e Vernáculas – USP

Osvaldo Coggiola – Departamento de História -USP

Luiz R. Martins – Departamento de Artes Plásticas – ECA – USP

Eri Teruki Otsuka – Departamento de Teoria Literária e Literatura Comparada

Rodrigo Ricupero – Departamento de História -USP

Mauricio Cardoso – Departamento de História -USP

Valeria De Marcos – Departamento de Geografia -USP

Sean Purdy – Departamento de História – USP

Yuri Martins – aluno de Pós – Departamento de História – USP

Natan Zeichner – Fulbright-Hayes Scholar,Department of History – New York University

Marcos Silva – Departamento de História – USP

Jorge Luiz Souto Maior – Faculdade de Direito –USP

Zilda Márcia Grícoli Iokoi – Departamento de História – USP

Adma Muhana – Departamento de Letras Clássicas e Vernáculas – USP

Helder Garmes – Departamento de Letras Clássicas e Vernáculas – USP

João Adolfo Hansen – Departamento de Letras Clássicas e Vernáculas – USP

Anderson Gonçalves – Departamento de Teoria Literária e Literatura Comparada – USP

Carlos Zeron – Departamento de História – USP

Leon Kossovitch – Departamento de Filosofia – USP

Homero Santiago – Departamento de Filosofia – USP

Antonia Terra – Departamento de História – USP

Lincoln Secco – Departamento de História – USP

Renato Queiroz – Departamento de Antropologia –USP

Luiz Roncari – Departamento de Letras Clássicas e Vernáculas – Literatura Brasileira – USP

Jean Menezes –Departamento de Ciência Política e Economia – Unesp (Marília)

Paulo Yasha Guedes – Mestrando, Departamento de Filosofia – USPCristiane de Vasconcelos Lopes – Prolam – USP

Mauro Zilbovicius – Escola Politécnica – USP

E todos os que desejarem assinar

Moção de Apoio à paralisação e ocupação da USP São Carlos

+ informações sobre a luta em Sâo Carlos -> http://mobilizacaaso.wordpress.com/

No dia 17/10/2013, os estudantes da USP São Carlos realizaram a ocupação do prédio da Prefeitura do Campus. A assembleia, realizada pós-ocupação, presidida pelo Centro Acadêmico Armando de Salles Oliveira (CAASO) definiu sua manutenção até que seja aberta negociação com a direção do campus.

A assembleia tirou como eixos políticos:
– Apoio à greve dos estudantes da USP em São Paulo e à ocupação da reitoria;
– Negociação imediata da reitoria com a ocupação em São Paulo;
– Eleições diretas e paritárias para reitor, diretores de unidade e chefes de departamento;
– Estatuinte livre e soberana;
– Fim da lista tríplice.

         Dentre as questões locais, os estudantes reivindicam:
– Posicionamento imediato da USP contrário à liminar de proibição de eventos no campus;
– Não à terceirização do ônibus área I – área II;
– Pela manutenção e melhoria da UBAS (Unidade Básica de Atendimento à Saúde) no campus;
– Pela manutenção do EESCobar (lanchonete gerida pelo CAASO) no campus;
– Reforma do prédio do CAASO para garantia de segurança do local;
– Formação de comissão paritária para projeto de construção do CAASO no campus II;
– Reunião paritária entre estudantes e dirigentes para negociação das pautas;
– Nenhuma represália ou punição aos estudantes que participarem do movimento;
– Nenhuma represália ou punição aos funcionários da prefeitura do campus que estão impossibilitados de trabalhar devido à ocupação.

Os seguintes signatários apoiam a ocupação e a paralisação dos estudantes da USP São Carlos e seus eixos de reivindicação:
CEGE-USP
CAASO – Centro Acadêmico Armando de Salles Oliveira
CCQ – Centro de Convivência da Química
SAAero – Secretaria Acadêmica da Engenharia Aeronáutica
SAAU – Secretaria Acadêmica Arquitetura e Urbanismo
Sacim – Secretaria Acadêmica da Computação, Informática, Matemática e Estatística
SACivil – Secretaria Acadêmica da Engenharia Civil
SAdEM – Secretaria Acadêmica da Engenharia Mecatrônica
SAMECA – Secretaria Acadêmica da Engenharia Mecânica
SAEComp – Secretaria Acadêmica da Engenharia de Computação
SAPA – Secretaria Acadêmica Pró-Ambiental
Pró-Produção – Secretaria Acadêmica da Engenharia de Produção Mecânica
DCE Livre da USP – Alexandre Vannucchi Leme
CABIO – Centro Acadêmico da Biologia (USP)
CAF – Centro Acadêmico da Filosofia (USP)
CALC – Centro Acadêmico Lupe Cotrim (Escola de Comunicações e Artes – USP)
CEQHR – Centro de Estudos Químicos Heinrich Rheinboldt (USP)
CAER – Centro Acadêmico Emílio Ribas (Faculdade de Saúde Pública – USP)
CARB – Centro Acadêmico Ruy Braga (Educação Física e Esporte – USP)
Guima – Centro Acadêmico Guimarães Rosa (Relações Internacionais – USP)
CAAJA – Centro Acadêmico Antonio Junqueira de Azevedo (Direito – USP RP)
CAEst – Centro Acadêmico da Estatística  (UFSCar)
C.A.J.A.R. – Centro Acadêmico José Albertino Rodrigues (Ciências Sociais – UFSCar)
DCE Livre da UFSCar

Moção de solidariedade a EACH

Nota da Assembléia da Geografia em Apoio a Greve da EACH.

 Atualmente a EACH (Escola de Artes Ciências e Humanidades da USP) encontra-se em greve geral de alunos, professores e funcionários.

A EACH foi construída em 2004 em um aterro de depósito de dejetos do Rio Tiete, de forma eleitoral e as pressas para que Alckmin pudesse utilizar em sua campanha eleitoral em 2006. Em 2011 o diretor da EACH foi acusado de ter depositado diversos caminhões de terra contaminada da construtora Cyrela no campus. Hoje 1/3 da EACH encontra-se interditada pela CETESB, por conter contaminantes que oferecem risco a saúde.

 Por se um campus afastado do conjunto do Butantã, sob a direção de George Boueri indicado pelo Rodas, o mesmo conduzia a fundo o projeto do PSDB, na tentativa de implementar uma USP cada vez mais elitizada e distante das demandas sociais. Em 2009 sofreram com a tentativa de implementação da UNIVESP (ensino a distância), em 2011 houve a tentativa de corte de 1200 vagas de cursos com demandas sociais, ainda hoje falta bolsas de permanência, moradia e creche no campus.

 A direção da EACH é acusada de improbidade administrativa, corrupção ativa, além da perseguição e repressão a alunos, professores e funcionários, através de sindicâncias e processos administrativos.

 No dia 11 de setembro, a EACH teve uma vitória histórica, em uma congregação aberta votada de forma paritária, conseguiu derrubar seu diretor, vice diretor e definiu diretas paritárias. Para além de uma vitória contra a direção, foi uma grande vitória contra o Reitor, uma vitória contra o governo do Estado e contra o arcaico regimento da universidade em ultima instancia, uma vitória que questiona a quem serve a universidade.

 Apesar do não reconhecimento Rodas, sobre a derrubada do diretor pela Congregação da EACH. Hoje existe um vazio de poder, onde o Rodas insiste que o vice diretor Edson Leite continue na direção, e a comunidade acadêmica não o reconhece, assim a EACH segue forte na luta por democracia, com as seguintes pautas:

 -FORA BOUERI E LEITE! DIRETAS PARA ELEIÇÕES DE DIRETOR JÁ!

 -QUE A CONGREGAÇÃO ASSINE AS CARTAS DE EXIGÊNCIAS DAS TRÊS CATEGORIAS!

 -PARIDADE NAS DECISÕES! ESTATUINTE SOBERANA COM AS TRÊS CATEGORIAS JÁ!

 -RESPONSABILIZAÇÃO DE JORGE BOUERI PELOS CRIMES AMBIENTAIS E DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA!

 Parabenizamos aos colegas e nos colocamos na mesma luta, por uma universidade mais democrática e para todos.”

Asssembleia de Geografia
Cege em Autogestão

Moção de apoio à ocupação Esperança

No dia 23 de agosto houve uma ocupação na cidade de Osasco que teve seu início construído por famílias que vinha há meses discutindo e se organizando diante da grave precariedade de sua situação habitacional.

O município de Osasco possui um cadastro de 42 mil famílias para o Minha Casa, Minha Vida e, em quatro anos, entregou apenas 420 unidades (o que não chega a 1%). O ritmo com que a política de moradias é implementada espreme os trabalhadores mais pobres na escravidão dos aluguéis cada vez mais caros.

A Ocupação Esperança tem crescido, já são mais de 400 famílias em barracos, com cozinhas comunitárias, banheiros coletivos e agora iniciaram a construção de um espaço de lazer para as crianças e de uma horta comunitária.

A prefeitura (responsável pela implementação da política habitacional nacional) ainda não se manifestou no sentido de abrir qualquer diálogo. O único órgão da administração municipal que esteve presente ostensivamente na área foi a GCM (que tentou despejá-los ilegalmente).

Entendemos que o problema habitacional não é problema de polícia, e sim de políticas públicas efetivas inclusive contra a especulação imobiliária de espaços que, abandonados por décadas, não cumprem função social alguma.

Nós estudantes de geografia em assembleia e organizados pelo CEGE USP apoiamos e repudiamos qualquer ato de repressão à Ocupação Esperança, a moradia é um direito de todos e não aceitaremos que episódios de massacre da população pobre, como o do Pinheirinho em São José dos Campos em 2011, voltem a ocorrer.

TODO APOIO A OCUPAÇÃO ESPERANÇA DE OSASCO! PELO FIM DO GENOCÍDIO DO POVO POBRE E NEGRO!