Arquivo da categoria: Revista

Textão sobre a Greve Geral, Dória, ação direta e digressões:

Por: Lucas Leonardo

Certa vez uma professora me disse que quando você joga um livro clássico pela janela ele volta através da porta. Isso resume minha relação com Karl Marx.

No ano de 1851 Marx publicou, através de uma revista, o texto intitulado “O 18 de Brumário de Luís Bonaparte”, em que desenvolve, pela primeira vez, a tese de que o proletariado (1) não deve assumir o velho aparato estatal, mas desmantelá-lo.

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CineVão: O Apito Da Panela De Pressão

Nessa ultima quinta feira (27/04) foi feito um CineVão com o filme O Apito Da Panela De Pressão. Para quem não sabe o que é um CineVão é bem simples e auto evidente, se passa um filme no Vão/aquário e depois se discute os assuntos relativos a ele.

O filme Apito Da Panela De Pressão é um curta-metragem com cunho documental, que retrata o ressurgimento  das movimentações estudantis durante a ditadura miliar com o protesto de 1977 no viaduto do chá. Feito pelos DCE (diretório central dos estudantes) da USP e PUC ele é de grande importância para lembrarmos a importância da atuação estudantil nos protestos nacionais. Historicamente ele foi exibido em vários campis da USP durante a ditadura para levantar a discussão política entre os estudantes.

Carta aberta à Pró-Reitoria de Graduação

 

Por: Estudantes de Geografia da FFLCH.

Os alunos e alunas do curso de Geografia da USP, da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas vem através desta carta exigir em caráter de urgência os devidos esclarecimentos sobre a não aprovação da verba adequada para a realização dos trabalhos de campo das disciplinas do curso para os dois semestres de 2017. Além disso, nos preocupa não apenas a forma arbitrária que uma decisão desse teor e de efeito tão amplo é tomada por um órgão tão restrito, como também o pouco comprometimento da pró-reitoria com os prazos de aprovação mínimos para a organização e efetivação dos campos no calendário letivo, comprometendo a realização destes com a proposta pedagógica das disciplinas. Dessa forma, gostaríamos de expressar a insatisfação geral por conta do ocorrido, além de considerarmos que nenhuma justificativa é válida perante esse ataque ao nosso curso e aos outros que também foram alvo de cortes.
Desde muito tempo é nítida a importância dos trabalhos de campo como ferramenta fundamental para a formação das geógrafas e dos geógrafos, em consonância e como complemento às teorias vistas em sala de aula. Segundo Hissa e Oliveira (2004, p. 38): “Os trabalhos de campo, desde que acompanhados de referências teóricas, podem constituir-se de indispensável instrumento da ampliação das perspectivas conceituais dos estudantes”. A partir disso, pode-se perceber ainda o quão relevante é, não só para a formação de profissionais qualificados, mas também, no que tange ao retorno dado a sociedade, enquanto futuras e futuros profissionais, pois diversas e diversos estudantes atuarão na educação, desde o nível básico até o nível superior, em múltiplos contextos e realidades. Continue lendo

Informe sobre a crise nos trabalhos de campo

Por Alexandre e Leria e Vinicius Brean

Falar sobre a importância do trabalho de campo na geografia é querer chover no molhado. A nossa disciplina exige durante a sua formação acadêmica a vivência prática dos conteúdos de sala de aula, sendo que nos últimos anos a verba e o projeto de universidade que possibilita a participação de todos os alunos nessas atividades vem sendo desmantelado.

Hoje, dia 20/04, nos chegou a informação que dos 25 trabalhos de campo planejados pela FFLCH apenas 3 foram liberados. Na geografia somente um trabalho foi liberado, contudo de forma incompleta, já que a matéria em questão é Estágio supervisionado em climatologia precisa de duas idas a campo, uma para implantar os equipamentos e outra para retirar os dados. Estamos vivendo o desmonte do nosso curso.

As perspectivas para agora são: o recurso feito pelo professor Galvani enviado para reitoria, que pode anular a medida da reitoria; e a plenária marcada para segunda feira 24/04.

A plenária é o local de decisão dos alunos, professores e funcionários do departamento, ou seja, é de grande importância a participação de todos nós alunos. Caso nada seja feito, a perca dos campos desse ano pode significar a perca da prática do campo no departamento ou passar os custos deles para os alunos.

Plantão Geocast #5 Apresentação das mídias/virada cultural.

Saiu mais um plantão geocast. Desta vez estamos apresentando cada uma das mídias e falando um pouco da nossa virada cultural do CEGE.

Estamos com um novo FEED. quem quiser ver o nosso Podcast só com o áudio ou fazer download é só entrar no https://archive.org/details/@geo_cast e ver qualquer um dos nossos programas.

Evento da virada cultural: https://www.facebook.com/events/1908928752652837/

Vídeo do youtube desse plantão: https://www.youtube.com/watch?v=Ol_QWhIrwAM

Reflexões sobre a música contemporânea.

 

O que a música contemporânea nos indica.

Por: Guilherme Leria.

        A arte é indicadora do futuro. Foi assim que a professora Fani relacionou na ultima aula de geografia da metrópole os movimentos artísticos do final do século XIX e século XX com a construção de uma sociedade moderna onde o espaço e o tempo são abstratos. Neste texto gostaria de dar uma aprofundada nos conhecimentos musicais e algumas questões que complicam o movimento artístico nesse tão complicado século XXI. Continue lendo

MANIFESTO DO ESTUDANTE DE GEOGRAFIA – POR UMA ESTUDANTE QUE ESTÁ CANSADA DEMAIS, MAS NÃO QUER DESISTIR

Por: Amanda Cristina

Bom… é… eu deveria estar estudando algum texto ou adiantando alguma leitura já que é Semana Santa e o privilégio de estar na tal Universidade de São Paulo deveria ser a única justificativa para uma postura assim. E sim, é minha obrigação. Vocês, o povo dessa nação, é que pagam meus devaneios.

É que a rotina cansa. É que as pessoas me cansam. É que as notícias também. E eu vivo nesse estado de canseira por conta de como a vida é. E mesmo assim eu faço aquele mínimo – que é a minha obrigação – sem reclamar um pio sobre isso. E na calada da noite das semanas mais tranquilas eu me pergunto, me sentindo culpada, é errado eu me cansar?

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