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Carta aberta à Pró-Reitoria de Graduação

 

Por: Estudantes de Geografia da FFLCH.

Os alunos e alunas do curso de Geografia da USP, da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas vem através desta carta exigir em caráter de urgência os devidos esclarecimentos sobre a não aprovação da verba adequada para a realização dos trabalhos de campo das disciplinas do curso para os dois semestres de 2017. Além disso, nos preocupa não apenas a forma arbitrária que uma decisão desse teor e de efeito tão amplo é tomada por um órgão tão restrito, como também o pouco comprometimento da pró-reitoria com os prazos de aprovação mínimos para a organização e efetivação dos campos no calendário letivo, comprometendo a realização destes com a proposta pedagógica das disciplinas. Dessa forma, gostaríamos de expressar a insatisfação geral por conta do ocorrido, além de considerarmos que nenhuma justificativa é válida perante esse ataque ao nosso curso e aos outros que também foram alvo de cortes.
Desde muito tempo é nítida a importância dos trabalhos de campo como ferramenta fundamental para a formação das geógrafas e dos geógrafos, em consonância e como complemento às teorias vistas em sala de aula. Segundo Hissa e Oliveira (2004, p. 38): “Os trabalhos de campo, desde que acompanhados de referências teóricas, podem constituir-se de indispensável instrumento da ampliação das perspectivas conceituais dos estudantes”. A partir disso, pode-se perceber ainda o quão relevante é, não só para a formação de profissionais qualificados, mas também, no que tange ao retorno dado a sociedade, enquanto futuras e futuros profissionais, pois diversas e diversos estudantes atuarão na educação, desde o nível básico até o nível superior, em múltiplos contextos e realidades. Continue lendo

Informe sobre a crise nos trabalhos de campo

Por Alexandre e Leria e Vinicius Brean

Falar sobre a importância do trabalho de campo na geografia é querer chover no molhado. A nossa disciplina exige durante a sua formação acadêmica a vivência prática dos conteúdos de sala de aula, sendo que nos últimos anos a verba e o projeto de universidade que possibilita a participação de todos os alunos nessas atividades vem sendo desmantelado.

Hoje, dia 20/04, nos chegou a informação que dos 25 trabalhos de campo planejados pela FFLCH apenas 3 foram liberados. Na geografia somente um trabalho foi liberado, contudo de forma incompleta, já que a matéria em questão é Estágio supervisionado em climatologia precisa de duas idas a campo, uma para implantar os equipamentos e outra para retirar os dados. Estamos vivendo o desmonte do nosso curso.

As perspectivas para agora são: o recurso feito pelo professor Galvani enviado para reitoria, que pode anular a medida da reitoria; e a plenária marcada para segunda feira 24/04.

A plenária é o local de decisão dos alunos, professores e funcionários do departamento, ou seja, é de grande importância a participação de todos nós alunos. Caso nada seja feito, a perca dos campos desse ano pode significar a perca da prática do campo no departamento ou passar os custos deles para os alunos.

Plantão Geocast #5 Apresentação das mídias/virada cultural.

Saiu mais um plantão geocast. Desta vez estamos apresentando cada uma das mídias e falando um pouco da nossa virada cultural do CEGE.

Estamos com um novo FEED. quem quiser ver o nosso Podcast só com o áudio ou fazer download é só entrar no https://archive.org/details/@geo_cast e ver qualquer um dos nossos programas.

Evento da virada cultural: https://www.facebook.com/events/1908928752652837/

Vídeo do youtube desse plantão: https://www.youtube.com/watch?v=Ol_QWhIrwAM

Reflexões sobre a música contemporânea.

 

O que a música contemporânea nos indica.

Por: Guilherme Leria.

        A arte é indicadora do futuro. Foi assim que a professora Fani relacionou na ultima aula de geografia da metrópole os movimentos artísticos do final do século XIX e século XX com a construção de uma sociedade moderna onde o espaço e o tempo são abstratos. Neste texto gostaria de dar uma aprofundada nos conhecimentos musicais e algumas questões que complicam o movimento artístico nesse tão complicado século XXI. Continue lendo

MANIFESTO DO ESTUDANTE DE GEOGRAFIA – POR UMA ESTUDANTE QUE ESTÁ CANSADA DEMAIS, MAS NÃO QUER DESISTIR

Por: Amanda Cristina

Bom… é… eu deveria estar estudando algum texto ou adiantando alguma leitura já que é Semana Santa e o privilégio de estar na tal Universidade de São Paulo deveria ser a única justificativa para uma postura assim. E sim, é minha obrigação. Vocês, o povo dessa nação, é que pagam meus devaneios.

É que a rotina cansa. É que as pessoas me cansam. É que as notícias também. E eu vivo nesse estado de canseira por conta de como a vida é. E mesmo assim eu faço aquele mínimo – que é a minha obrigação – sem reclamar um pio sobre isso. E na calada da noite das semanas mais tranquilas eu me pergunto, me sentindo culpada, é errado eu me cansar?

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FORA_TEMER™

Por: Guilherme Leria Sanches

        Vivemos no neo-macartismo tupiniquim. As polarizações no âmbito da política nacional fizeram com que não houvesse a possibilidade de elevar o nível do debate e propriamente pensar um plano para o “pós-lulismo”. Vivemos na época em que discutir o golpe virou atacar a oposição “antipetista” – de direita e esquerda, em que Haddad faz acordo com PSDB para aumentar a tarifa, esquerda que não consegue ver uma justificativa nos black blocks e na revolta popular de 2013 virando micareta da direita, aquelas brisas de que atacar o Temer tem que passar pelo voto no Lulálá ou sei lá quem em 2018 – quase um verbete do nosso anarcopetismo “acadêmico”. Continue lendo

O paradigma do posicionamento

Por: Joaquim Bührer

A ascensão notável de políticos nacionalistas é, sem dúvida, uma das facetas da ressacas pós crise que consistem basicamente num ciclo de crises do capital a nível internacional. Pensando em fatos: a questão do subprime em 2008 dá seus primeiros sinais no primeiro governo Clinton com o fomento à propriedade – dado que o mercado imobiliário seria o mais seguro para os investimentos – onde o número de hipotecas aumentou drasticamente. Em 1999 o número de hipotecas não pagas levou muitas pessoas a perderem suas casas – o que gerou uma onda de refinanciamentos, marco definitivo da capitalização do mercado financeiro e aumento do preço das propriedades. Daí para diante a bola de neve só cresceu e estourou exatamente no final do governo Bush – que mantinha as guerras no Iraque e Afeganistão já em alto nível de capitalização¹ – Continue lendo

RELATO 07/03

Autor: anonimo.

Relato de aluno que compôs o ato que tentou impedir a votação da proposta de “Parâmetros de Sustentabilidade da USP”, apelidada de “PEC do fim da USP”. O ato ocorreu no dia 07/03 em frente a reitoria, recentemente cercada por grades.

O segundo dia letivo do semestre começou com uma aula de autoritarismo e repressão, “digna” de fazer funcionários e professores comparar as ações da burocracia e da PM aos anos da ditadura militar. Continue lendo