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Como o Major Olímpio e o Haddad me lembraram Zizek

Por: Joaquim Bührer

Já existe um certo consenso sobre o golpe no campo da esquerda – alguns de maneira mais ou menos incisiva, outros mais ou menos enfáticos – ainda que setores variados não ajudem na construção da narrativa e outros a ignorem completamente. É preciso considerar esse fato – uma vez que aqui não se discutirá nem o mérito do golpe em si ou quais setores foram os responsáveis; e nem é objetivo deste texto cair no marasmo argumentativo de que todo gestor do estado burguês, é, em si, um gestor do estado burguês. Não se pretende afirmar o óbvio aqui, já que Engels e Kautsky* apontavam, no longínquo ano de 1887, a farsa, ou a alegoria do trabalhador como político e gestor sonhar realmente transformar totalmente as estruturas da sociedade capitalista de cima para baixo – ou de dentro do sistema para fora – sem que a mudança/revolução saia das bases. Não é possível simplesmente decretar, ou normatizar, transformações profundas na sociedade com base na estrutura de poder criada, justamente, para impedir tais transformações. Está claro? Continue lendo

Por Guilherme Leria Sanches.

Como primeiro texto da reestruturação do blog milharal – um pequeno.. manifesto. Em 2016, aconteceu uma greve unificada dos funcionários, professores e alunos em boa parte da USP. Uma grande quantidade de institutos paralisam suas aulas, alguns prédios foram ocupados, além dos trancaços¹ e ações que foram realizadas dentro e fora da universidade. Mas, no plano prático das ações houve três momentos que saíram da “desordem” comum das greves: o cunho político do “golpe”²; a tentativa de ocupação dos blocos K e L³ e o limpaço na FFLCH4.

Talvez seja complicado entender agora, algum tempo depois do ocorrido, a importância desses momentos para fundarmos as novas mídias do CEGE e começarmos a discussão de como nos mobilizamos enquanto estudantes. Mas me sinto à vontade para afirmar que foi patético o reconhecimento e movimentação do movimento estudantil em todas as situações “extraordinárias” da última greve. Explicaremos agora cada uma delas. Continue lendo