Arquivo do autor:guileria

Comentário do Plano de metas acadêmicas 1991 (ago) – 2004(jul)

Por Linniker Gardim

O plano de metas acadêmicas de 1991-2004 nos diz que o departamento de geografia compreendia que a universidade é o espaço privilegio da produção do conhecimento e que este conhecimento se constrói no cotidiano do departamento. Sendo assim é pensando um plano de metas, que seja uma gestão democrática do DG e que não interfira na pluralidade dos modos de Fazer, Pensar e Ensinar a Geografia. Ficando assim estabelecidos 3 pilares em volta da Geografia, o Fazer, o Pensa e o Ensinar.

É salientando no documento o papel da USP e do departamento como uma instituição que faz a prática social do conhecimento e que esta instituição é inseparável de duas coisas: da democracia em si e da democratização do saber.

É colocado como fórum deliberativo máximo do departamento a plenária, sendo esta um dos pontos da democracia do DG e um espaço de construção de uma politica do departamento. Outro ponto colocado é construir um debate para estabelecer uma politica de pesquisa e de INTEGRAÇÃO com os laboratórios do departamento.

Sobre a graduação o Plano deixa bem claro que o papel do DG com a graduação é de formação crítica do aluno e da condição necessária para o desenvolvimento de uma capacidade investigativa e até “mesmo” docente.

Sobre o currículo é lembrando das fortes influências da escola francesa em primeiro ponto e depois de outras escolas, como a americana, alemã, inglesas, italiana e também relembrando a formação geográfica Uspiana e uma geografia brasileira.

São estabelecidos 4 pilares do conhecimento da área geográfica, a geografia humana, a geografia física, a geografia regional e a cartografia, deixando claro suas diferenças, seus choques e as lacunas que não são cobertas. Deste embate entre estes 4 pilares que virá a nascer uma geografia crítica.

O perfil desejado do formando neste documento é estabelecido pelo departamento com o objetivo de promover a formação humanisticamente / critica do aluno, a sua criatividade e paixão pela descoberta e pelo conhecimento como um todo. Do outro ponto seria a de forma um profissional técnico e capacitado a atender os vários segmento do mercado, não formando apenas um tipo de geografo, mas múltiplos geógrafos. Este múltiplos geógrafos não delimitados por uma grade curricular rígida, que trace seus caminhos sem a opção individual do ser, mas sim pela suas opções pessoais ao longo do curso e da possibilidade de uma vasta gama de optativas livres, sendo estabelecido 4 semestre destinado quase exclusivamente a optativas livres, sendo este semestre os últimos (5-8) e 4 semestre com poucas grades para optativas, sendo pautando apenas pelas obrigatórias da base do currículo, sendo este semestre os iniciais (1-4)

Acho que fica a pergunta, este modelo de formação existe no departamento?

Reflexão sobre o PPP do departamento de geografia da USP.

Por: Guilherme Leria Sanches

O Projeto Político Pedagógico de 2010 dá as bases de funcionamento do curso de graduação de geografia, discutindo, por exemplo, qual o perfil de profissional que se espera formar, quais conteúdos serão fundamentais e a estrutura que o curso irá seguir.

A priori, o ponto mais fundamental a ser tirado é a visão de geografia do departamento. É esse posicionamento que definirá quais professores serão contratados, quais conteúdos serão passados para a graduação e como a pesquisa, o ensino e a extensão vão funcionar como um todo no departamento.

Como é de se esperar, a geografia crítica, fruto da renovação no pensamento geográfico ocorrida durante o final do século passado, é hegemônica dentro do departamento, induzindo que grande parte do departamento tenha uma visão similar sobre os eixos definidos como centrais para o curso – geografia humana, física, regional e cartografia – e que, de forma ainda mais conturbada, dificulte a atividade de professores e discussão de temáticas que não são caras dentro da geografia crítica.

Assim o documento acaba apresentando de certa maneira uma atualização e uma continuação história do que ele próprio define como escola francesa – ou uma origem a partir da escola francesa – incluindo os aspectos críticos da geografia atual e abrindo a outras escolas do pensamento geográfico que se fazem presente.

A questão que se mostra agora é queremos continuar com a geografia crítica enquanto força hegemônica dentro do nosso departamento?

Enquanto investigação sincera, nós alunos da graduação devemos continuar fazendo o levantamento dos documentos que formam o nosso currículo e começar a formar um debate aprofundado sobre o nosso curso, unindo todos os temas caros e avaliando qual será a geografia que iremos seguir a partir de 2019.

Questionário do GT de permanência

O GT de permanência está fazendo um levantamento sobre os alunos que participam/tentaram participar dos auxílios permanência da USP, para entender o quão grave foi o ultimo corte da SAS na permanência da universidade.

https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSeH6Mh5xtXE-25wXnTn-tBVf2SSS-D42yLe93pSrs7tUifK4Q/viewform

O link acima te direciona diretamente para o nosso formulário online. Pedimos que respondam apenas uma vez e sejam o mais verdadeiros possível. Caso você não saiba como ver sua nota da SAS é só seguir os passos abaixo:

entre no júpiter

vá para Programa de bolsas >>>> PAPFE/SAS >>>> Inscrições em bolsas e apoio

Clique no primeiro “aqui

você verá sua nota nos locais indicados.

GT de Permanência estudantil

A situação não está boa para a permanência da Universidade de São Paulo. Muitos de nossos veteranos e calouros foram negados de auxílios básicos por conta de um aumento da demanda por permanência estudantil. Até onde nós conseguimos averiguar só um calouro conseguiu vaga no CRUSP e uma grande quantidade dos veteranos que tinham algum auxílio como moradia e alimentação não conseguiram a renovação.

Essa situação se deve a dois fatores principalmente: o aumento da nota mínima para ser elegível, relacionada ao aumento da demanda pela permanência estudantil; e o rebaixamento da nota dos veteranos. Os critérios que a SAS usa para nos classificar não são transparentes e passiveis de uma crítica mais objetiva, por que eles não o divulgam, mas encontramos absurdos como classificar irmãos gêmeos de forma diferente ou considerar hora extra como renda fixa. Continue lendo

Informe da permanência

Por: Guilherme Leria e Alexandre

Nesta ultima quarta-feira a SAS disponibilizou a lista das alunas e alunos que conseguiram a permanência estudantil. Esta lista está muito menor do que nos últimos anos, pois a nota necessária aumentou de mais de 90 pontos para mais de 100 e a nota dos alunos caiu sensivelmente. Estamos passando por um corte descarado  na permanência estudantil que está refletindo tanto a maior entrada de alunos que precisam dessa renda mensal como também uma retaliação as conquistas de acesso ao ensino publico superior. Ninguém do alojamento que cursa geografia conseguiu a vaga e grande parte se quer conseguiu a auxilio aluguel.

Dia 19/05 as 21horas da noite vai acontecer uma reunião emergencial para decidirmos como vamos nos mobilizar. A situação não mostra um futuro válido, mas é só pela coletividade que teremos a resposta para os atuais problemas!