Reflexão sobre o PPP do departamento de geografia da USP.

Por: Guilherme Leria Sanches

O Projeto Político Pedagógico de 2010 dá as bases de funcionamento do curso de graduação de geografia, discutindo, por exemplo, qual o perfil de profissional que se espera formar, quais conteúdos serão fundamentais e a estrutura que o curso irá seguir.

A priori, o ponto mais fundamental a ser tirado é a visão de geografia do departamento. É esse posicionamento que definirá quais professores serão contratados, quais conteúdos serão passados para a graduação e como a pesquisa, o ensino e a extensão vão funcionar como um todo no departamento.

Como é de se esperar, a geografia crítica, fruto da renovação no pensamento geográfico ocorrida durante o final do século passado, é hegemônica dentro do departamento, induzindo que grande parte do departamento tenha uma visão similar sobre os eixos definidos como centrais para o curso – geografia humana, física, regional e cartografia – e que, de forma ainda mais conturbada, dificulte a atividade de professores e discussão de temáticas que não são caras dentro da geografia crítica.

Assim o documento acaba apresentando de certa maneira uma atualização e uma continuação história do que ele próprio define como escola francesa – ou uma origem a partir da escola francesa – incluindo os aspectos críticos da geografia atual e abrindo a outras escolas do pensamento geográfico que se fazem presente.

A questão que se mostra agora é queremos continuar com a geografia crítica enquanto força hegemônica dentro do nosso departamento?

Enquanto investigação sincera, nós alunos da graduação devemos continuar fazendo o levantamento dos documentos que formam o nosso currículo e começar a formar um debate aprofundado sobre o nosso curso, unindo todos os temas caros e avaliando qual será a geografia que iremos seguir a partir de 2019.

Uma ideia sobre “Reflexão sobre o PPP do departamento de geografia da USP.

  1. Mariana Oliveira

    Gostei bastante do texto , é sucinto e objetivo ao dizer que é necessário rever a Geografia Crítica, que ao meu ver, é uma Geografia muito frágil e pouco científica no que diz respeito a utilização de métodos em torno de problematizações da sociedade.

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