Arquivo diários:13 de fevereiro de 2017

Como o Major Olímpio e o Haddad me lembraram Zizek

Por: Joaquim Bührer

Já existe um certo consenso sobre o golpe no campo da esquerda – alguns de maneira mais ou menos incisiva, outros mais ou menos enfáticos – ainda que setores variados não ajudem na construção da narrativa e outros a ignorem completamente. É preciso considerar esse fato – uma vez que aqui não se discutirá nem o mérito do golpe em si ou quais setores foram os responsáveis; e nem é objetivo deste texto cair no marasmo argumentativo de que todo gestor do estado burguês, é, em si, um gestor do estado burguês. Não se pretende afirmar o óbvio aqui, já que Engels e Kautsky* apontavam, no longínquo ano de 1887, a farsa, ou a alegoria do trabalhador como político e gestor sonhar realmente transformar totalmente as estruturas da sociedade capitalista de cima para baixo – ou de dentro do sistema para fora – sem que a mudança/revolução saia das bases. Não é possível simplesmente decretar, ou normatizar, transformações profundas na sociedade com base na estrutura de poder criada, justamente, para impedir tais transformações. Está claro? Continue lendo